9 de julho de 2014

Resenha: "Cidades de Papel"


O livro Cidades de Papel foi escrito por John Green e publicado pela Editora Intrínseca

Finalmente tem resenha aqui no blog (uhuuuul!). Esse é o tipo de post que eu mais gosto de fazer, pois sou muito sincera e conto o que eu realmente achei de cada livro (vocês viram o que aconteceu com "Bem Mais Perto", né? rs). O livro de hoje é do meu querido e amado John Green. Demorei um pouquinho para resenhá-lo para vocês por falta de tempo, confesso. Mas antes tarde do que nunca, né?

Primeiramente, me perco nas histórias do John. A capacidade que ele tem de te envolver da primeira até a última linha é incrível. Comprei "Cidades de Papel" quando ainda estava lendo "A Culpa é das Estrelas", pois adorei a escrita de John. E acho que foi uma das melhores escolhas da minha vida, afinal, não é em todo livro em que as duas personagens principais invadem o SeaWorld, né?

O livro conta a história de Quentin Jacobsen, um menino que mora em Jefferson Park, em Orlando, que é apaixonado por sua vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que, dia cinco de maio, Margo invade a sua vida pela janela do seu quarto vestida de preto, pedindo uma ajuda a Quentin para colocar um certo plano de vingança em prática. Claro que ele aceita. Após a noite de aventuras terminar, Quentin descobre que Margo saiu da cidade e seu paradeiro tornou-se um mistério. Porém, ele acaba encontrando pistas e começa a segui-la. Quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer. 


Boa notícia: "Cidades de Papel" vai virar filme! Isso mesmo! A estreia está prevista para o começo do ano que vem e possui Nat Wolff como protagonista.

"A prosa de Green é impressionante - de gírias a palavrões hilários e intelectuais a filosofias complexas e observações verdadeiras e devastadoras." - School Library Journal. 

Eu confesso que fiquei um pouquinho chateada apenas no final do livro... ele não terminou a história! Gostaria de saber como termina... acho que o John Green quer bancar o "Peter Van Houten", pra ver se algum leitor vai atrás dele para saber o final de cada história. (Olha que eu vou, hein? haha).


Dados do Livro:

Editora: Intrínseca

Ano de Lançamento: 2013

Páginas: 368




Hora dos trechinhos...

"Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter me casado com a Rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman."

"Você sabia que na maior parte de toda a história da humanidade a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? Você podia contar com mais ou menos uns dez anos de vida adulta, certo? Não havia planos de aposentadoria. Não havia planos de carreira. Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais  e mais futuro e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade." - Páginas 41 e 42.

"Naquela noite deitei de lado na cama, encarando pela janela o mundo invisível lá fora. Tentei dormir, mas a toda hora meus olhos se arregalavam, só para checar. Eu não podia parar de torcer para Margo Roth Spiegelman voltar à minha janela e arrastar meu corpo exausto para mais uma noite que eu jamais esqueceria." - Página 108.


"E talvez fosse isso que eu precisasse fazer, acima de qualquer coisa. Eu precisava descobrir como Margo era quando não estava sendo Margo." - Página 195.

"Eu imaginava sem escutá-la, sem saber que ela possuía uma janela tão opaca quanto a minha. E por isso eu não conseguia imaginá-la como uma pessoa capaz de sentir medo, de se sentir isolada em uma sala cheia de gente, de sentir vergonha de sua coleção de discos porque era algo pessoal demais para ser compartilhado. Alguém que talvez lesse guias de viagem para fugir de uma cidade para a qual tanta gente fugia. Alguém que - porque ninguém a enxergava como uma pessoa - não tinha ninguém com quem conversar de verdade.
E imediatamente eu soube como Margo Roth Spiegelman se sentia quando não estava sendo Margo Roth Spiegelman: vazia. Ela sentia que uma parede intransponível se fechava em torno de si. E pensei nela dormindo naquele carpete com apenas uma faixa de céu logo acima. Talvez Margo se sentisse à vontade ali porque a pessoa Margo vivesse daquele jeito o tempo todo: em um cômodo abandonado com janelas lacradas e cuja única fonte de luz era um buraco no teto. Sim. O erro fundamental que sempre cometi - e ao qual, sejamos justos, ela sempre me conduziu - era este: Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota." - Página 228.

Quer ler Cidades de Papel? Saiba onde comprar:     Saraiva     -     Submarino     -     Livraria Cultura

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12 comentários:

  1. Ain Isa, que graça de livro! Estava doida pra ler Eleanor e Park da Rainow Rowell, mas agora além desse estou doida pra ler Cidades de Papel ♥ ah, se caso for atrás do John me chama que eu vou junto, haha.
    Beijos!

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    1. Hahaha os dois são incríveis, Ju! Estou lendo "Eleanor e Park" e estou amando! haha Pode deixar que eu te aviso, hein? ahahahaha Muito obrigada por visitar o blog, viu? Bisous <3

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  2. Algumas leituras do Tio Verde me decepcionou creio que esta ira mudar tudo. Adorei a resenha .

    Beijos da Manuh / http://blognao-permito.blogspot.com.br/

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    1. Que bom que gostou, Manu! "Tio Verde"... adorei! hahahaha Muito obrigada por visitar o blog, viu? Bisous <3

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  3. Oi Isa, essa é a melhor e mais completa resenha de livro que já li! Eu amoooo ler, tenho vários livros e é vício desde muito nova. Ainda não me rendi as histórias do John, vou tentar com esse... Mas confesso que sou muito curiosa, não aguento ficar sem saber o fim da história kkkkkkkk beijaaao e sucesso!! <3

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    1. Ai, que linda, Duda! Também sou viciada em livros! Tenho mais de 200 só no meu quarto (e tem mais um outro quarto lotaaaaaaado de livros! haha). Mas é uma história que vale a pena, sabe? O fim depende muito da sua imaginação... :) Muito obrigada pelo carinho e pela visitinha, viu? Bisous <3

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  4. Oi Isa, é tão bom quando a gente encontra um autor que a gente gosta de ler, não é? A gente ficar querendo ler ele e mais nada haahaha Infelizmente, sou do team preconceito com J. Green :( hahhahaha Mas essa resenha me faz reconsiderar - mesmo que um pouco - minha opinião, pois a história parece ser realmente envolvente e um pouco fora dos clichês!

    Um beijo,
    Isabella
    The Urban Trends

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    1. Hahahahahah pois é, Isa! Poxa, sério? A história é realmente fora dos clichês! É incrível e não vejo a hora do filme sair... haha Muito obrigada por visitar o blog, viu? Bisous <3

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  5. Até fiquei interessada em ler, mas saber q o final fica em aberto me deixou desanimada.
    Mas confesso que adorei sua resenha!!!! ;)
    Bjs

    http://achadosdamila.blogspot.com.br/

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    1. Ai, que bom que gostou, Mila! Dê uma chance ao livro... depois você me fala o que achou! :) Muito obrigada por visitar o blog, viu? Bisous <3

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  6. Não sabia que iria virar filme, bom saber Isa. Li o livro e gostei, mas me decepcionei um pouco com o final, como sempre acontece comigo nos livros do John.♥

    PiinkCookie.blogspot.com.br

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    1. Pois é, Laurinha... o final em aberto me deixou um pouquinho chateada. Vamos ver no filme, né? haha Muito obrigada por visitar o blog, viu? Bisous <3

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